Sucessão da Odebrecht piora a já péssima relação entre Marcelo e seu pai Emilio

Da Coluna de Lauro Jardim:

A troca de comando na Kieppe, a controladora da Odebrecht, anunciada ontem, já está decidida há seis meses — e, desde então, só fez piorar o já amargo relacionamento entre Emílio e Marcelo Odebrecht.

Ao invés de apontar Marcelo como sucessor, Emílio outorgou o poder a Maurício, o irmão mais novo.

A Kieppe até hoje só teve dois presidentes — Norberto, o fundador do grupo, e Emílio. Com a troca, Emílio começa a preparar sua saída do grupo.

 

Maurício nunca se envolveu com a Odebrecht e sempre esteve ligado aos negócios agropecuários da família. Já Marcelo havia sido escolhido pelo pai para sucedê-lo no comando do grupo e foi preparado para isso desde criança.

 

Há cerca de seis meses, Marcelo foi informado que seu pai tomara a decisão de dar a Maurício a presidência da Kieppe. Isso piorou bastante uma relação que nunca foi exemplar e tornou-se amarga a partir do processo de delação premiada dos executivos da Odebrecht.

A mudança é uma preparação do patriarca para deixar o grupo definitivamente e cumprir a pena combinada com a Lava Jato. Embora ainda não tenha sido sentenciado, Emílio Odebrecht ainda deve à Justiça o cumprimento da pena de quatro anos em prisão domiciliar — dois no regime semiaberto, podendo sair para trabalhar de dia se recolhendo em casa à noite, e dois em regime aberto, em que o condenado só tem de estar em casa nos finais de semana.

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