"Primeiro, tiraram a Dilma. Depois, tiraram o resto". Por Marcelo de Moraes

Por Marcelo de Moraes do Estadão

Os petistas costumavam zombar do movimento que pedia o impeachment de Dilma Rousseff. Eles ironizavam a fala dos integrantes desse protesto que avisavam que, primeiro, tirariam a então presidente do poder e, depois, lutariam pela queda de todos os suspeitos de envolvimento em corrupção.

Para os petistas, o movimento, que fazia muito barulho nas ruas, fazia parte apenas de um golpe contra o governo do PT.

Dois anos depois do impeachment, o eleitor tirou, agora, pelo voto uma batelada de políticos sob a mira da Lava Jato e de outras investigações, como Romero Jucá, Eunício Oliveira, Lúcio Vieira Lima, Beto Richa, Marconi Perillo, Fernando Pimentel, além de herdeiros de políticos condenados como  Sérgio Cabral e Eduardo Cunha, entre outros.

Barrou até mesmo a tentativa de volta de Dilma à política pelo Senado. Valeu a promessa de 2016.

 

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