O caso Escola Base, o médium João de Deus e as perguntas que a Globo e Pedro Bial esqueceram de fazer.

Por Ricardo Antunes

Sobre o caso João de Deus, algumas  perguntas precisam ser feitas. E é de se estranhar por qual motivo o jornalismo da Globo não conseguiu fazer. Me estranha o fato de um jornalista qualificado como Pedro Bial não ter solicitado uma entrevista com o médium. Ele estava apurando a matéria há três meses. Vamos a elas.

 

Por que a coreógrafa Zahira Leeneke  voltou a casa de João de Deus mesmo depois de ter sido "abusada" sexualmente?

Por qual motivo ela não reagiu a primeira investida do médium?

Por qual motivo a segunda mulher do segunddepoimento também voltou a casa dele mesmo depois do que aconteceu?

Por qual motivo nenhuma das mulheres  foi até a deegacia de polícia fazer uma queixa crime e "evitar" novos "abusos"?

Por qual motivo a "coach" americana que levou quase dois mil estrangeiros para a cidade de Abadiania (em 48 vezes)  não teve qualquer pessoa do seu grupo "abusada" por João de Deus?

Ela disse que viu uma mulher ser abusada na sua frente.

Por qual motivo não fez a denuncia as autoridades do local ou não disse nada a imprensa internacional?

Por que somente depois de 44 anos essas denuncias estão surgindo?

Por que Pedor Bial, com seu prestígio não pediu uma entrevista ao médium João de Deus ou uma equipe da Globo tentou falar com o mesmo pessoalmente?

Estou dizendo que o médium é inocente? Não tenho esse poder. Não sou vidente.

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O caso deve ser apurado com rigor mas vamos ter calma para não fazermos um linchamento como feito com os donos da Escola de Base, acusados de estuprar crianças e, depois inocentados anos depois.

Vcs lembram?

Trago o final do caso aqui:

 

"Caso Escola Base: Rede Globo condenada a pagar R$ 1,35 milhão por danos morais"

 

"Dezoito anos atrás, os donos da Escola de Educação Infantil Base, na zona sul de São Paulo, foram chamados de pedófilos. Sem toga, sem corte e sem qualquer chance de defesa, a opinião pública e a maioria dos veículos de imprensa acusaram, julgaram e condenaram Icushiro Shimada, Maria Aparecida Shimada, Mauricio Alvarenga e Paula Milhim Alvarenga.

 

Chegou-se a noticiar que, antes de praticar as ações perversas, os quatro sócios cuidavam ainda de drogar as crianças e fotografá-las nuas. “Kombi era motel na escolinha do sexo”, estampou o extinto jornal Notícias Populares, editado pelo Grupo Folha. “Perua escolar carregava crianças para a orgia”, manchetou a também extinta Folha da Tarde.

 

Na esfera jurídica, entretanto, a história tomou outros rumos. As acusações logo ruíram e todos os indícios foram apontados como inverídicos e infundados. Mas era tarde demais para os quatros inocentados. A escola, que já havia sido depredada pela população revoltada, teve que fechar as portas.

 

Para sempre."

 

 

 

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