Suposta delação de Eduardo Cunha pode reavivar ímpeto da Lava Jato

Por José Antônio Severo do Site Os Divergentes

Nuvens de tempestade em plena estação seca no cerrado. Não seria água que ameaça vazar de Curitiba.

Chega à capital o boato assustador de que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (ex-MDB/RJ) teria acertado os termos de uma delação premiada. Desta vez, a tão falada confissão estaria para se concretizar.

Segundo estes rumores, o ex-parlamentar estaria finalizando um pacote de documentos com mais de 100 anexos, sustentados em farta documentação, com dados minuciosos de depósitos bancários em cinco paraísos fiscais e contas secretas em instituições da Bélgica e dos Emirados Árabes Unidos.

A proposta inauguraria uma nova fase da Operação Lava Jato, com uma verdadeira caça às bruxas. Segundo estas versões, a delação apontaria o dedo para 14 togados do STJ e dois ministros do STF, dois advogados famosos, quatro grandes bancos, 150 deputados e vários caciques do PSDB e do PT. E, não poderia faltar, um frigorífico.

Eduardo Cunha também estaria ameaçando outras altas figuras do Parlamento. O vazamento fala de nomes.

Num dia de calmaria, com grande número de deputados e senadores voando para suas bases, a ameaça do antigo cacique emedebista turvou o céu e estragou o ameno fim-de-semana do Dia da Pátria de magnatas, chefes e chefões políticos.

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da Redação

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