J. R. Guzzo, impagável, textos curtos e precisos, umas joias de síntese da situação nacional

Por José J. de Espíndola do Jornal da Cidade Online

J. R. Guzzo sempre foi e continua sendo um brilhante articulista. Nas redes sociais é gratificante acompanhar seus textos curtos, precisos, umas joias de síntese da situação nacional. Compilei vários destes textos e os listo abaixo. Quando sinto que é pertinente, lasco um comentário entre colchetes, ou simplesmente faço um destaque.

1. SOBRE O GOVERNO BOLSONARO

“O novo PGR tem um lado ‘A’ e um lado ‘B’. No lado ‘A’ é amigo do PT, acha Che Guevara lindo e supõe que a prioridade da justiça brasileira é proteger os direitos da ladroagem. No lado ‘B’ é o contrário disso tudo. Só vai mostrar quem é, de fato, quando começar a tomar decisões.”
“Fernando Henrique diz que ‘pediria demissão’ se fosse Moro. É apenas uma bobagem, visto que ele não é Moro. O que FHC realmente quer é que Moro saia - e que isso crie uma crise capaz de arrebentar com o governo. É o sonho de muita gente boa - e da União Nacional Anti-Erário.

”[FHC, é bom não esquecer, é aquele cara que, apavorado – leiam a História Real de Gilberto Dimenstein e Josias de Souza, criou – por ordem de Itamar – uma comissão (mais uma, pensava!) para elaborar um plano contra a inflação, que segundo ele acreditava, daria (como os antecessores) com os burros n’água e selaria o fim de sua carreira política. Deu tudo diferente do que pensava, graças à competência da equipe – que, de resto, já trabalhara nos planos anteriores. Até na montagem da equipe, FHC não foi original. Paro por aqui para não interromper Guzzo demais]

“A mídia brasileira parece ter assinado um pacto coletivo de suicídio. Decidiu se transformar em partido político, ou numa seita de ideias mortas: em vezes de fatos, publica seus desejos. Para garantir a perda de público, está fechada com a minoria - o Brasil derrotado na eleição.”
“O economista Armínio Fraga é um clássico no gênero pessoa ‘importante’. Não se sabe se a obra do homem é boa ou ruim, ou sequer se ele tem uma obra. Mas é ‘importante’. Por isso, sai no jornal sempre que abre a boca. Bolsonaro é uma ‘ameaça à democracia’, diz ele. A Terra treme.
“A mídia que sonha com a volta ao passado perde o seu tempo e as suas esperanças ao ignorar o que Antonio Palocci está contando em sua delação. O que ele diz não aparece no noticiário. Mas aparece nos autos, por escrito, palavra por palavra — e dali não vai sair nunca mais.

2. SOBRE A FACÇÃO PRÓ-CRIME DO STF, TAMBÉM CONHECIDA COMO SEGUNDA TURMA

“A facção pró-crime do STF mudou o Direito Universal: em processos onde haja ladrão petista e mais que um réu, ninguém pode ser condenado. A lei diz que os réus têm o direito de falar por último. Mas como não dá para todos eles falarem ao mesmo tempo, nenhuma condenação vai valer.
“Gilmar, Lewandowski, Carmen (nova sócia da facção) inventaram que a partir de agora existem no Brasil dois tipos diferentes de réu nos crimes de corrupção: o réu-delator e o réu-delatado, como observou o jurista Walter Maierovitch. O réu-delatado tem mais direitos que o outro."
“A infame Segunda Turma do STF [a tal facção Pró-Crime] provou de novo que chega a qualquer extremo na defesa da corrupção: inventou uma decisão 100% ilegal para anular a sentença que condenou um ladrão da Petrobras e Banco do Brasil. Desta vez, não usou a lei para negar a justiça. Rasgou a lei, direto.”
“Gilmar, Lewandowski, Carmen (nova sócia da facção) inventaram que a partir de agora existem no Brasil dois tipos diferentes de réu nos crimes de corrupção: o réu-delator e o réu-delatado, como observou o jurista Walter Maierovitch. O réu-delatado tem mais direitos que o outro."
“A infame Segunda Turma do STF [a tal facção Pró-Crime] provou de novo que chega a qualquer extremo na defesa da corrupção: inventou uma decisão 100% ilegal para anular a sentença que condenou um ladrão da Petrobras e Banco do Brasil. Desta vez, não usou a lei para negar a justiça. Rasgou a lei, direto.”

[O bandido da vez, beneficiado pela infame Segunda Turma, é Aldemir Bendine, ex-presidente do BB e da Petrobras, nesta última colocado por Dilma. Ele pedira R$ 15,0 milhões à Odebrecht para facilitar contratos entre a empreiteira e a Petrobras. Levou R$ 3,0 milhões e, por isso, foi condenado por Moro (que não perseguia apenas Lula!) a 11 anos de cana. Em todos os países civilizados do mundo, isto seria suficiente para mantê-lo na cadeia cumprindo a pena integral. Não no Brasil! Muito menos no Brasil da infame Segunda Turma do STF, agora com mais uma adesão: Carmen Lúcia. Cumpridos apenas dois anos (dos onze a que foi condenado) a infame Segunda Turma do STF - também conhecida como facção pró-Crime do STF - entendeu que ele estava preso por tempo “excessivamente longo” (dois anos!) e o mandou para casa para melhor usufruir do produto(s) do(s) roubo(s) que cometera.]

3. SOBRE A AMAZÔNIA, TÃO AMBICIONADA POR MACRON

Não existe nenhuma região ‘internacionalizada’ em nenhum país livre do mundo - muito menos com 5 milhões de km2, como a Amazônia. As sugestões do presidente Macron de transformar a área em “território da humanidade” são um gigantesco nada. Nenhum governo adulto leva isso a sério.”
“O discurso de Bolsonaro sobre a Amazônia deixou mudos os inimigos. Esperavam gritos e grosseria. Ouviram equilíbrio, bom senso e compromissos de fazer a coisa certa. Quem ficou no papel de menino histérico foi Macron. Sua foto falsa sobre a Amazônia ‘em chamas’ foi um erro fatal.”
“O presidente Macron diz que a Amazônia ‘arde em chamas’. Não é uma mentira: é uma alucinação. Também diz que há ‘uma crise internacional’, que exige ‘intervenção’. Não é uma declaração de guerra ao Brasil: é um surto psicótico. A ‘resistência’ anti-Bolsonaro festeja: agora vai!"
[Macron não conseguiu evitar o incêndio na Notre Dame. Verificado o incêndio, não foi competente para dizimá-lo em tempo, antes que o fogo dizimasse aquela fabulosa obra medieval. Foi este sacripanta que se arvorou em bombeiro para combater os incêndios na Amazônia, desde que o Brasil lhe cedesse a soberania, claro.]

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da Redação

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