Governador do Amapá vai definir amanhã se pede apoio das Forças Armadas no combate às queimadas

Por Marco Grillo do O Globo

BRASÍLIA — O governador do Amapá, Waldez Góes , vai definir na segunda-feira se solicitará o apoio das Forças Armadas nas ações de combate a incêndios na Floresta Amazônica . Representantes dos órgãos ambientais do estado vão apresentar, em uma reunião, dados referentes a queimadas e ao desmatamento, além de projeções. Após o encontro, o governador decidirá se vai formalizar o pedido de auxílio ao presidente Jair Bolsonaro, segundo a Secretaria de Comunicação do estado.

Até agora, o emprego das ações definidas no decreto que instituiu a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Amazônia Legal já foi autorizado em sete estados: Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Acre e Amazonas. Amapá e Maranhão – parte do estado do Nordeste está inserida na Amazônia Legal – não solicitaram o auxílio até o momento.

O Amapá, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 11 focos de incêndio em agosto, número menor que o do ano passado, quando houve 38 notificações. No Maranhão, o número de focos ativos este mês também está abaixo do verificado no mesmo período do ano passado: 2.320 contra 2.833.

No Pará, por exemplo, foram detectados 7.924 focos pelos satélites, número 184% maior que o verificado no mesmo mês do ano passado — 2017 foi o ano com menos queimadas no estado em agosto, de acordo com a série histórica do instituto.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, ainda não foi localizado neste domingo para comentar se pretende pedir o auxílio das Forças Armadas. Ele assinou, ao lado dos outros governadores da Amazônia Legal, uma carta em que havia um pedido de cooperação com o governo federal para o combate às queimadas na região. Em julho, Bolsonaro afirmou, durante uma reunião, que “daqueles governadores de 'paraíba', o pior é do Maranhão” – a referência a Dino foi captada pelos microfones quando o presidente conversava com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Em resposta, Dino disse que havia um “insano” no comando do país.

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da Redação

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