Cúpula da Policia Federal em Pernambuco muda novamente. Atual volta para o RJ por decisão de Bolsonaro

Por Blog de Noelia Brito

A decisão de Jair Bolsonaro de interferir na Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro acabou por refletir também em Pernambuco.

Segundo a Folha de São Paulo, Ricardo Saadi, atual chefe da PF no Rio, será substituído por Carlos Henrique Oliveira, nome escolhido pelo diretor-geral da Policia Federal, Maurício Valeixo. Carlos Henrique é homem de confiança de Valeixo e já tinha sido promovido nesse ano, quando virou superintendente de Pernambuco.

Carlos Henrique Oliveira deixa Superintendência de Pernambuco para assumir a Superintendência do Rio de Janeiro

Ainda segundo a Folha, a mudança já estava sendo discutida na cúpula da PF, mas a corporação foi pega de surpresa pelo anúncio feito na manhã desta quinta-feira (15) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A substituição vinha sendo planejada para as próximas semanas. A manifestação do presidente, porém, causou desconforto. Bolsonaro deu a entender que foi ele o responsável pela decisão da troca.

Internamente, no entanto, a cúpula da PF descarta que tenha havido qualquer interferência.

“Todos os ministérios são passíveis de mudança. Vou mudar, por exemplo, o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Motivos? Gestão e produtividade”, afirmou Bolsonaro.

A escolha de superintendentes, historicamente, é feita pelo diretor-geral da Polícia Federal, sem ingerência de ministros ou do próprio presidente. Por isso, o anúncio feito por Bolsonaro é considerado atípico, diz a Folha.

O jornal atribui a substituição a uma crise na PF do Rio que estaria passando por momento delicado, após o surgimento do Caso Queiroz, envolvendo Fabricio Queiroz, PM aposentado, amigo pessoal de Bolsonaro e que é pivô da investigação do Ministério Público do Rio como operador de um dos filhos do presidente, Flavio Bolsonaro.

Segundo a Folha, a apuração contra Queiroz e Flávio começou após um relatório do COAF apontando movimentações milionárias suspeitas nas contas do filho mais velho de Bolsonaro.

O substituto de Carlos Henrique, que já atuou como Coregedor da SDS em Pernambuco e mantém boas relações com a cúpula atual da Secreraria, ainda não foi anunciado.

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da Redação

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