Eduardo Bolsonaro pede apoio de empresários para virar embaixador

Por Gustavo Schmitt do O Globo

SÃO PAULO - Em campanha para assumir o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) fez nesta segunda-feira, em visita à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ( Fiesp ), um apelo para que os empresários convençam os senadores a aprovarem a sua indicação.

Para ser oficializado no posto em Washington, o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro tem que passar por uma sabatina e receber os votos da maioria dos parlamentares na Comissão de Relações Exteriores e no plenário.

Eduardo destacou a sua boa relação com o presidente americano, Donald Trump , e elogiou o papel dos empresários na economia brasileira.

— Conto com apoio dos senhores, caso tenha contato com os senadores para poder dizer a eles que essa abertura que tenho na Casa Branca vai ajudar muito a acelerar os acordos comerciais. No final das contas, os senhores não são os malvadões que exploram os empregados, mas aqueles que dão o pontapé inicial na geração de empregos. E é isso que precisamos, de pujança — afirmou para a plateia de industriais.

O filho do presidente também disse que pretende mostrar que o Brasil tem aderido a um modelo de desenvolvimento com liberdade econômica. Ao discursar, Eduardo disse querer propagar aos americanos que o Brasil avançou não só no combate à corrupção, mas também na agenda de reformas na economia.

Acrescentou ainda que a "abertura" que tem na Casa Branca pode ser usada para acelerar as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e que o governo de Trump procurou o Brasil para fazer um acordo comercial semelhante ao fechado com a União Europeia.

— Estamos agora com a reforma da Previdência. Tudo indica que a próxima reforma seja a tributária. Algumas outras medidas acessórias também podem contribuir para isso. As privatizações, a MP (medida provisória) do saneamento, da aviação civil. São essas bandeiras que eu quero levar aos EUA. E dizer para eles que ocorreu mudança no Brasil que não foi só na questão da corrupção, mas também no pensamento econômico — afirmou o deputado.

A empolgação da fala foi logo seguida por uma moderação no tom. O deputado lembrou que não é embaixador e que sua indicação ainda depende do aval do Senado.

— Eu não estou colocando a carroça na frente dos cavalos. Eu não sou embaixador. Eu dependo do Senado Federal — disse Bolsonaro.

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da Redação

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