Ex-DJ e condenado por estelionato: quem são os presos suspeitos de invadir Telegram de Moro

Com informações de O Globo

SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira quatro pessoas acusadas de invadir o celular do ministro da Justiça Sergio Moro, do desembargador do TRF-2 Abel Gomes e de mais três autoridades. Entre os presos, há um ex-DJ, Gustavo Henrique Elias Santos, de 28 anos, e um homem que já foi acusado de estelionato. Também foram presos Danilo Cristiano Marques e Suelen Priscila.

Como parte da operação Spoofing, a polícia fez busca e apreensão em sete endereços relacionados aos investigados em São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto, no interior do estado. Nesses locais, foram apreendidos computadores e equipamentos que podem embasar as investigações.

Uma das linhas que os policiais federais devem seguir é descobrir se a atuação dos hackers tem alguma ligação com o vazamento de conversas entre Moro e o coordenador da Operação Lava-Jato , Deltan Dallagnol, reveladas pelo site "The Intercept".

O nome da operação faz referência a "um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é". Caller ID Spoofing é uma técnica que faz um celular, ou mesmo um computador ligado à rede de telefonia, fingir ser o smartphone com aquele determinado número. O hacker fingiu, por exemplo, estar com o número de Moro. Ou de Dallagnol.

Veja o que se sabe até agora sobre os suspeitos, que foram levados para Brasília, onde seriam interrogados pela PF:

Gustavo Henrique Elias Santos, 28 anos

Gustavo Henrique Elias Santos foi preso em São Paulo com a mulher, Suelen Foto: Reprodução

Detido em um apartamento de São Paulo, Gustavo trabalhou como DJ. Em 2013, Santos foi detido por receptação e porte ilegal de arma. Ele foi flagrado pela polícia em um carro roubado, com placas adulteradas. Em sua casa, foram apreendidas armas falsas e munição de armas verdadeiras. Dois anos depois, ele foi condenado a seis anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto.

Segundo o portal G1, ele e outro suspeito, Walter, foram detidos no Parque Beto Carrero World por suspeita de usarem documentos falsos. Ele acabou sendo liberado.

Segundo o advogado Ariovaldo Moreira, o acusado atua como promotor de eventos e não tem conhecimento de internet e de computação. Moreira afirma que seu cliente é inocente.

Suelen Priscila

Mulher de Gustavo, foi presa junto com ele em São Paulo. Ela não tem passagens pela polícia.

Walter Delgatti Neto, 30 anos

Já respondeu a pelo menos dois processos por estelionato. Em 2012, pagou uma conta de R$ 740 em um hotel em Piracicaba, no interior de São Paulo, usando um cartão de um homem de 75 anos. Ele negou o crime, mas acabou sendo condenado a um ano de prisão em regime aberto.

Walter Delgatti já foi condenado por estelionato Foto: Reprodução/Twitter

Em 2015, Walter usou um cartão de um escritório de advocacia para comprar móveis. No ano passado, ele foi condenado a um ano e dois meses em regime semiaberto.

Outra acusação contra ele veio em abril de 2017: tráfico de drogas e falsificação documentos. Walter foi detido comercializando comprimidos de venda proibida, usando uma carteira de estudante em nome de outra pessoa.

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da Redação

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