Livraria Saraiva está em recuperação judicial e é alvo de 34 ações de despejo

Por Lis Cappi de O Globo

A rede de livrarias Saraiva, que está em recuperação judicial, responde a 34 ações de despejo. A informação foi divulgada em 1 comunicado da empresa expedido em 12 de junho, para responder a 1 questionamento da Superintendência de Acompanhamento de empresas da B3. Eis a íntegra.

A solicitação de esclarecimentos foi feita à livraria em fevereiro deste ano. A bolsa de valores também questionou a falta de divulgação de informativos sobre o tema por parte da Saraiva. Na época, constavam 33 ações de despejo.

Em resposta, a livraria afirmou não ter feito divulgação das ações de despejo via fato relevante ao mercado pois “se tratavam de informações públicas, disponíveis nos websites dos Tribunais de Justiça estaduais de cada unidade, de acordo com suas respectivas localizações”. Também disse em comunicado que as notificações “estão sub judice, sem qualquer impacto na operação da Saraiva até o momento”.

Dos 34 processos de despejo contra a Saraiva, 28 tramitam em 1ª Instância –sendo 7 ações com pedidos de liminares (decisão provisória) deferidos e 3 com seu efeito suspenso. Os outros 6 processos estão em 2ª Instância. O pedido de recuperação da livraria foi ajuizado pela empresa em 23 de novembro de 2018, por dificuldade de cumprir o pagamento de R$ 674 milhões aos fornecedores.

O QUE DIZ A EMPRESA

Além das justificativas à B3, a Saraiva defende que todas as ordens de despejo estão respaldadas pelo pedido de recuperação judicial, e que cumprirá com todas as obrigações legislativas, para com acionistas e mercado.

“Cumpre ressaltar, contudo, que todas as ordens de despejo estão suspensas por decisão superveniente proferida pelo juízo da Recuperação Judicial.

A companhia ressalta que continuará, como historicamente sempre o fez, cumprindo suas obrigações com todos os órgãos legislativos, regulatórios, e para com seu acionistas e mercado em geral”, diz trecho do comunicado.

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da Redação

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