Em julho a prévia da inflação ficou em 0,09%, diz IBGE

Por Mariana Ribeiro do Poder360

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), uma prévia da inflação para o mês, ficou em 0,09% em julho. No mesmo mês do ano anterior, havia sido de 0,64%.

Os dados foram divulgados nesta 3ª feira (23.jul.2019) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em junho, a taxa foi de 0,06%.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,42%. Já em 12 meses, o resultado é de 3,27%, abaixo dos 3,84% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

O QUE INFLUENCIOU

O principal impacto negativo do mês veio do grupo Transportes, que recuou 0,44%. O resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços dos combustíveis (-3%), como gasolina (-2,79%), etanol (-4,55%) e óleo diesel (-1,59%). As passagens aéreas, por outro lado, ficaram 18,1% mais caras.

Outras quedas foram registradas nos grupos Vestuário (-0,19%) e Artigos de Residência (-0,06%).

Já pelo lado das altas, o destaque ficou com o grupo Habitação, com variação de 0,43%. A principal influência positiva veio de energia elétrica (1,13%), que subiu pelo 6º mês consecutivo. “Após a vigência, no mês anterior, da bandeira tarifária verde, sem cobrança adicional na conta de luz, passou a vigorar, em julho, a bandeira amarela, que onera as contas de luz em R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora consumidos”, explicou o IBGE.

Ainda nesse grupo, foi registrado também avanço de 4,01% no preço do gás encanado e de 1,5% na taxa de água e esgoto.

Subiram também Alimentação e bebidas (0,03%), Despesas pessoais (0,48%), Saúde e cuidados pessoais (0,34%) e Comunicação (0,14%).

ENTENDA O IPCA-15

O índice do IBGE, uma prévia da inflação, toma como base a coleta de preços entre o dia 16 de 1 mês e o dia 15 do mês seguinte. A comparação é feita com os 30 dias imediatamente anteriores.

São consultadas famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e o levantamento abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. Na prática, a metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

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da Redação

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