Deltan Dallagnol em entrevista disse que o roubo das mensagens interessa a quem quer “anular condenações e barrar o avanço da investigação”

Com informações do Estadão

Deltan Dallagnol disse em entrevista ao Estadão que o roubo de mensagens supostamente trocadas por procuradores da Lava Jato interessa a quem quer “anular condenações e barrar o avanço da investigação”.“A operação atingiu muitos poderosos e detentores do poder econômico. Poderia ser qualquer um deles, além dos corruptos que ainda não foram alcançados pela Lava Jato”, afirmou.

“Sabemos que muitas autoridades foram atacadas, mas só as que atuam na Lava Jato são alvo de divulgação, o que dá pistas sobre os interesses envolvidos. A suspeita é que seja mais uma atuação de organizações criminosas reveladas pela operação.”

Em sua entrevista ao Estadão, Deltan Dallagnol comentou sobre os diálogos vazados em que Sergio Moro cita Fernando Henrique Cardoso.

Segundo o site de Glenn Greenwald, o ex-juiz da Lava Jato protegeu o ex-presidente tucano. O caso de FHC, no entanto, nunca passou por Curitiba.

“Se buscássemos aliados, seriam importantes Lula, Eduardo Cunha e Sergio Cabral, políticos muito influentes, mas que foram condenados e presos”, afirmou Deltan.

“Seriam também aliados importantes Renan, Aécio, Temer e outros que foram delatados na Lava Jato e acusados pela Procuradoria-Geral da República. Os fatos deixam claro que influência, dinheiro e poder jamais foram critérios para aferir responsabilidade na Lava Jato. As teorias inventadas contra a operação brigam contra fatos.”

Em sua entrevista ao Estadão, Deltan Dallagnol foi questionado se os procuradores da Lava Jato quiseram tirar Lula do cenário político. Ele respondeu:

“Essa é uma teoria dos que querem forçar anulações. A Lava Jato não se resume a um ou outro caso. São centenas de casos que atingiram todo o espectro ideológico. Só na força-tarefa de Curitiba já passaram 19 procuradores e mais de 30 servidores. A equipe inclui eleitores do PT. Há ainda dezenas de outros procuradores e servidores que atuam no caso pelo próprio MP, PF, Receita Federal e outros órgãos. Os atos judiciais são revisados por três instâncias independentes. A teoria da conspiração não se verifica”, disse.

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da Redação

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