Cidadania, PSDB e até PSL entram na briga por Tabata Amaral

Com informações de O Globo

SÃO PAULO - Ameaçada por um processo de expulsão por ter contrariado a determinação do seu partido e votado a favor da reforma da Previdência na quarta-feira, a deputada federal Tabata Amaral ( PDT -SP) virou alvo de cobiça de outros partidos. Depois de comentários de integrantes do Cidadania e do PSL, foi a vez de o governador de São Paulo João Doria(PSDB) dizer que gostaria de ver a jovem parlamentar em outra sigla.

Nesta quinta-feira, o PDT anunciou que vai abrir um procedimento na Comissão de Ética do partido contra Tabata e os outros sete deputados da sigla que votaram a favor da Previdência. Em entrevista ao GLOBO, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, disse que será garantido o amplo direito de defesa e a decisão final caberá ao diretório nacional do partido.

Segundo ele, ainda não é certo que o processo terminará em expulsão. O estatuto do PDT prevê as sanções de advertência, suspensão e expulsão.

Apesar disso, líderes de outros partidos já mostram interesse na parlamentar. Ao responder o comentário da economista Elena Landau no Twitter, o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, disse que vai "lutar" por Tabata: "“Se houver oportunidade (de levar Tabata para o Cidadania) vamos lutar, pois a deputada Tábata Amaral é uma grata revelação política".

Também na quinta-feira, o deputado Alexandre Frota (PSL-SP) usou as redes sociais para ironizar o processo de expulsão feito pelo PDT: “Tabata Amaral, o PSL está de braços abertos para você.”

Doria entrou na lista dos cortejadores de Tabata ao declarar ao jornal "Folha de S.Paulo" que a jovem tem "rosto, alma e coração do novo PSDB". Ele disse que conversou com a parlamentar, mas não fez nenhum convite oficial.

Trocar de partido, no entanto, não é tão simples. Um deputado que troca de partido no meio de uma legislatura perde seu mandato, já que o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é que o mandato de um deputado pertence ao partido. Por outro lado, a Corte já consolidou o entendimento de que o parlamentar pode trocar de sigla e manter o mandato caso seja expulso.

Aos 25 anos, Tabata foi eleita para seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados com 264 mil votos. Ligada a movimentos de renovação política , a jovem fez campanha ao lado do candidato à Presidência pelo PDT Ciro Gomes. Sua relação com Doria e o apoio à reforma da Previdência geraram reclamações de eleitores do partido.

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da Redação

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