Brasil joga mal, é novamente ajudado pelo juiz e levanta a Copa América sem merecer

Por Ricardo Antunes

Com uma atuação bisonha, com sorte por ter feito um gol no final do primeiro tempo e, com a ajuda de mais um juiz ( que marcou um penalty que até Galvão Bueno disse que não foi), o Brasil ganhou de 3 x 1 do Peru e conquistou a Copa América de 2019.

A seleção não teve futebol para isso desde que empatou com o Paraguai em 0 x 0 e foi beneficiada pela falta do VAR em dois lances polêmicos contra a Argentina. O próprio Messi, um gênio contido, fez duras críticas a arbitragem que terminou por ajudar o Brasil também na final.

Com Guerreiro fazendo jus ao nome o Peru foi um belo adversário que despachou o Uruguai com todos os méritos por 3 x 0 e poderia ter tido mais sorte contra o Brasil. O resultado, no mínimo , seria o empate mas como não existe justiça no futebol a seleção peruana saí pelo menos de cabeça erguida.

A atuação do Brasil neste domingo, no jogo que registrou a maior renda da história do futebol nacional (R$ 38.769.850,00), teve protagonismo compartilhado entre Gabriel Jesus e Éverton. O camisa 9 foi quem deu o cruzamento para o primeiro gol, marcado pelo Cebolinha, e fez o segundo do Brasil em um momento crucial: pouco antes do intervalo, minutos após o gol de empate do Peru.

No segundo tempo, quando Gabriel Jesus já tinha sido expulso em uma decisão controversa da arbitragem, Cebolinha sofreu o pênalti que gerou o gol de Richarlison.

Gabriel saiu chorando e muito revoltado com o cartão vermelho. Quase derrubou o monitor do VAR, mas tem muitos motivos para comemorar esse torneio que serviu como volta por cima dele na seleção, depois de um Mundial do qual saiu contestado pela falta de gols.

O título é o primeiro de Tite no comando da equipe. Um alívio para o treinador que tomou um "choque de realidade" na eliminação da Copa do Mundo, em 2018, e estabeleceu uma autocobrança muito grande pela conquista da Copa América. Entre os jogadores, a sensação também é nova: só quatro dos 23 convocados já tinham um título pela seleção principal no currículo (Daniel Alves, Thiago Silva, Filipe Luís e Miranda).

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da Redação

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