'A grande maioria das estatais é corrupta', diz secretário de Desestatização

Com informações do O Globo

SÃO PAULO - O secretário de desestatização, Salim Mattar, afirmou nesta sexta-feira que "a grande maioria das estatais é corrupta", citando a Petrobras, Correios, além de fundos de pensão.

- Nós temos 134 estatais. A grande maioria, corrupta. Lembra dos Correios, da Petrobras, da Casa da Moeda. No caso dos Correios, tem o Postalis, que comprou títulos da Venezuela. O rombo dos fundos de pensão que este governo recebeu é de R$ 100 bilhões. E nós vamos parar com isso - disse Mattar em evento organizado pela XP Investimentos, acrescentando que é um "privilégio" estar no governo e poder promover a venda de estatais.

Na quinta-feira, no mesmo evento, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que um dos focos do governo no segundo semestre serão as privatizações . Falando a investidores, o secretário afirmou que o fato de a Bolsa estar acima dos 100 mil pontos atesta a efetividade das políticas econômicas.

- Quando eu saí da minha empresa para ir para o governo, a Bolsa estava em 92 mil pontos. Agora está acima dos 100 mil pontos. De certa forma, as pessoas que estão nesse governo estão ajudando para uma agregação de valor. Há um reflexo no valor da ação devido às medidas econômicas do governo, e isso é impagável - disse.

De acordo com Mattar, "o legado da social-democracia é esfrangalhado" no país e que o caminho é o"Estado mínimo".

- O Estado foi um inferno na minha vida. A carga tributária elevada, quando você tem que lidar com o meio ambiente, até pagar imposto é difícil. O caminho correto é de um Estado mínimo, que não custe tanto para o cidadão - afirmou Mattar. - Pela primeira vez na história temos um governo com visão liberal na economia. O legado da social-democracia é esfrangalhado. Temos a oportunidade, com o liberalismo, de mudar a nação.

Fundador da locadora de veículos Localiza, Mattar falou ao lado de outros empresários que apoiam o governo Bolsonaro, como Luciano Hang, da varejista Havan, e Flávio Rocha, da Riachuelo. Mattar deixou o evento sem falar com a imprensa.

Ajude-nos a continuar nosso trabalho independente. Você jamais será livre, sem uma imprensa livre. Contribua.

da Redação

Comentários