Interferência estrangeira em terras indígenas e proteção ambiental dificultavam progresso no Brasil, diz Bolsonaro

Com informações do O Globo

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quinta-feira, que a interferência de autoridades estrangeiras nademarcação de terras indígenas e quilombolas e ampliação de áreas ambientaisatrapalharam o progresso no Brasil. No café da manhã com deputados e senadores da bancada ruralista, Bolsonaro também fez críticas ao presidente da França, Emmanuel Macron, e à chanceler alemã, Angela Merkel, com quem se encontrou na semana passada em Osaka, no Japão, durante a cúpula do G20

Segundo o presidente, as conversas com os dois líderes confirmaram o que ele pensava "no passado" sobre a interferência estrangeira na questão ambiental.

— Esses dois, em especial, achavam que estava (sic) tratando com governos anteriores, que após reuniões como essa, vinham pra cá, demarcavam dezenas de áreas indígenas, demarcavam quilombolas, ampliavam área de proteção. Ou seja, dificultavam cada vez mais nosso progresso aqui no Brasil — disse.

Aos parlamentares, o presidente afirmou ter dado um "rotundo não" a Macron, que, na ocasião, pediu que as questões ambientais fossem tratadas em reuniões com o cacique Raoni, líder da etnia kayapó. Aos 87 anos, ele se tornou uma referência internacional nas últimas décadas em sua luta pela preservação dos povos indígenas e da Amazônia. Bolsonaro disse que não conhece Raoni como autoridade.

— O senhor Macron queria que eu, ele, ao lado do Raoni, viesse anunciar decisões para nossa questão ambiental. Dei-lhe um rotundo 'não'. Não reconheço o Raoni como autoridade aqui no Brasil. Ele é um cidadão como outro qualquer, que nós devemos respeito e consideração — pontuou.

Bolsonaro voltou a afirmar que convidou Macron e Merkel para sobrevoar a Amazônia e ver de perto que o Brasil está fazendo a preservação do meio ambiente. No encontro com o presidente francês, o brasileiro confirmou que manteria o país no Acordo de Paris.

— Eu sobrevoei a Europa duas vezes e também lhes disse que não encontrei um quilômetro quadrado de floresta naquela região. Eles não têm autoridade para vir discutir essa questão conosco. Mudou a maneira do Brasil se portar perante o mundo — relatou.

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da Redação

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