Artista plástico pernambucano morre aos 90. Veja a trajetória de Pedro Gaspar Correia

Com informações do G1

O artista plástico Pedro Gaspar Correia de Araujo morreu na noite de segunda-feira (1º), aos 90 anos, no Rio de Janeiro.Segundo familiares, o pernambucano sofreu uma parada cardíaca após passar 20 dias internado, com pneumonia, num hospital na Zona Norte da cidade.

Entre várias outras obras, o artista é o autor da conhecida escultura "Curumim", que fica na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul, um dos principais cartões postais do Rio. A obra foi doada por Pedro à prefeitura carioca em 1979.

Curumim, obra de Pedro Gaspar Correia de Araujo, na Lagoa Rodrigo de Freitas — Foto: Marcos Serra Lima/G1/Arquivo

O filho do artista, Luiz Correia de Araujo, se despediu do pai publicando em rede social um relato sobre a infância e lembranças de caçadas submarinas.

"Obrigado, pai! Meu pai sempre foi um cara grande. Quando éramos criança, meu irmão e eu costumávamos acompanhá-lo em suas caçadas submarinas mais tranquilas. Lembro que íamos 'de carona', agarrados às suas costas, enquanto ele nadava com a cabeça na água patrulhando o fundo em busca de alguma presa", lembrou o filho.

O enterro do artista plástico ocorreu às 16h desta terça-feira (2) no Cemitério de Guaratiba, na Zona Oeste. Além de Luiz Correia de Araujo, Pedro Gaspar Correia de Araujo também era pai de Pedro Henrique Correia de Araujo e Ana Elisa Yasmim Correia de Araujo Aquino.

Do Recife a Copacabana

Pedro Gaspar Correia de Araujo nasceu no Recife, Pernambuco, em 25 de março de 1930. Se mudou para o Rio de Janeiro e cresceu em Copacabana, na Zona Sul.

Estudou arte em Laussane, na Suíça, depois em Copenhague, na Dinamarca, onde se especializou em cerâmica. Como ceramista chega a ser, na época, um dos pouquíssimos ocidentais capazes de realizar com perfeição "celadons" e "sangue de bois".

Ao voltar ao Brasil, em 1953, monta seu ateliê de cerâmica. Dez anos depois participa do movimento de "Joias-esculturas modernas".

Também participou de várias exposições no Brasil, Lima (Peru), Santiago (Chile), Caracas (Venezuela), Nova York (Estados Unidos) e Roma (Itália).

Em 1965, Pedro Gaspar Correia de Araujo recebeu a medalha de ouro da 8ª Bienal de São Paulo. Três anos depois, foi convidado pelo embaixador Wladimir Murtinho a realizar para o salão nobre do Palácio do Itamaraty, em Brasília, uma luminária.

Ajude-nos a continuar nosso trabalho independente. Você jamais será livre, sem uma imprensa livre. Contribua.

da Redação

Comentários