Para 42% da população, trabalhador privado será mais afetado com a reforma

Com informações do Site Poder360

Levantamento do Paraná Pesquisas mostra que para 42,1% dos brasileiros, os trabalhadores da iniciativa privada e que, portanto, fazem parte do RGPS (Regime Geral da Previdência Social) serão os mais prejudicados com a reforma da Previdência.

Para 21,7% dos entrevistados, são os funcionários públicos –vinculados ao RPPS (Regime Próprio de Previdência Social)– os mais afetados com a proposta em tramitação na Câmara dos Deputados. Em 3º lugar estão os empresários e autônomos, com 11,7%. Declararam que ninguém será “mais prejudicado”: 12,3%. Enquanto, 12,2% disseram não saber.

Eis a íntegra da pesquisa divulgada na 6ª feira (21.jun.2019).

Foram entrevistados 2.264 pessoas de 26 Estados mais o Distrito Federal e em 176 cidades. O questionário foi feito por telefone de 17 a 21 de junho. A confiança é de 95% e a margem de erro de aproximadamente 2,0% nos resultados gerais.

O instituto também separou a opinião dos brasileiros considerando gênero, faixa etária, escolaridade, população economicamente ativa e inativa e regiões do Brasil. O segmento que melhor avalia a reforma são os entrevistados com ensino superior: 19,6% deles acreditam que ninguém será “mais prejudicado” pelas mudanças no sistema previdenciário. Para os entrevistados no ensino fundamental a porcentagem é de 8,1%.

Os mais pessimistas em relação as mudanças para trabalhadores da iniciativa privada são os entrevistados da região Sudeste, os entrevistados de 25 a 34 anos e os do ensino fundamental. Os 3 segmentos empataram na avaliação de que os RGPS será o mais prejudicado com 45,2%.

O grupo que avalia de forma mais negativa o impacto para servidores públicos são os entrevistados de 16 a 24 anos. O que considera a piora mais relevante para os empresários e autônomos são os de 35 a 44 anos.

A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Em 20 de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro foi ao Congresso entregar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reforma da Previdência. A medida é considerada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) como essencial para a retomada econômica do país.

A proposta já foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, onde os deputados analisam se o texto fere a Constituição. Agora, tramita na Comissão Especial que julga o mérito do projeto. O relator Samuel Moreira (PSDB-SP) já apresentou seu parecer e a expectativa é que o projeto substitutivo seja votado na semana que vem.

Se aprovado pelo colegiado especial, a PEC será votada no plenário da Câmara. Lá, precisará de ao menos 308 votos dos 513 deputados, em 2 turnos de votação entre os quais é preciso esperar 1 intervalo de 5 sessões. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quer concluir essa etapa antes do recesso de julho. Entenda a tramitação da reforma aqui.

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da Redação

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