EXCLUSIVO: Advogado de Pinteiro Neto processa delegada da Operação Mar Aberto por exposição de imagens de seus clientes

Por Ricardo Antunes

O advogado do empresário José Pinteiro Neto, preso por sonegação fiscal,José Augusto Branco. Pediu ao Ministério Público Estadual de Pernambuco que apure irregularidades que teriam sido cometidas pelo Draco durante "Operação Mar Aberto"

Segundo ele, a delegada Priscila Von Sohsten, divulgou "power point" onde coloca todos os presos na operação como já estivessem sido condenados. Ele anexou, no autos, as imagens que a polícia civil divulgou á imprensa durante a coletiva feita no dia 10 de maio.

José Augusto Branco, citou até mesmo o caso da Escola Base ocorrido em SP onde ao final das investigações os supostos criminosos foram inocentados.

O advogado José Augusto Branco, que defende a família Pinteiro.

Ele solicita ao MPPE que comece as investigações para que o "responsável ou a responsável por tal delito seja devidamente responsabilizado criminalmente pelo ato cometido,servindo, assim, de exemplo para que ações desse jaez não mais voltem a acontecer neste Estado de Pernambuco".

Segundo o advogado, José Augusto Branco, a delegada Priscila Von Sohsten, excedeu a sua atuação, ele acusa os delegados do Draco de fazer "sensacionalismo" e de usarem á imagem dos acusados, confira a representação criminal.

" Eu achei até engraçado, na última sexta-feira, o diretor da polícia especializada, Jean Rockfeller, dizer que ninguém se esconde da Polícia Civil de Pernambuco. Pois José Maria Pedro Rosendo, matou um Promotor de Justiça, nunca foi preso pela Polícia Civil e ainda fugiu em uma operação matando um sargento da PM. A diretoria de captura da qual ele é responsável nunca fez nada e nunca prendeu o rapaz."disse ele para quem".

José Augusto Branco ironizou ainda a polícia, afirmando taxativamente que "é muito fácil tripudiar em cima de empresários". "Difícil mesmo é prender bandido”.É a primeira vez que o advogado fala a um veículo de comunicação.

Relembre o Caso da Escola Base

Caso Escola Base começou em março de 1994, em São Paulo (SP). Os donos de uma escola infantil, bem como o motorista do transporte escolar e um casal de pais de um aluno, foram acusados por duas mães de abuso sexual.

Foi na 6ª Delegacia de Polícia, na zona sul de São Paulo (SP), que a queixa foi prestada contra a Escola de Educação Infantil Base. Ao comparecer à delegacia para obter mais detalhes da acusação, os donos da escola já começaram a sentir o abuso das autoridades.

Sem maiores provas, porém, com a cobertura da imprensa junto à conduta precipitada da polícia, o conhecido Caso Escola Base recebeu grande repercussão. Embora nenhuma prova de abuso sexual tenha sido encontrada – apenas a denúncia – a credibilidade da Escola de Educação Infantil Base começou a ruir.

Já estamos em contato com o Draco, que informou que irá se pronunciar sobre o assunto.

Ele acusa os delegados do Draco de fazer "sensacionalismo" e de usarem á imagem dos acusados, confira a representação criminal.

Veja a petição na íntegra.

https://drive.google.com/open?id=1-TsSCXMol81HC3twg7eHGHtcLlu_jH3U

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da Redação

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