João Carlos Paes Mendonça defende pauta além da reforma da Previdência

Por Fernando Castilho do JC Negócios

Na conversa que teve, ontem, no programa Super Manhã com Geraldo Freire, da Rádio Jornal, o presidente do Grupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, revelou sua preocupação com falta de uma maior pauta econômica do Governo, com definições que vão além da Reforma da Previdência.

Ele defende que o Governo precisa colocar novas propostas de modo a dar tranquilidade ao investidor nacional e internacional. Isso vai impactar na decisão de investir, dando maior estabilidade e previsibilidade, resultando na geração de empregos.

João Carlos colocou a questão do emprego em primeiro plano, mas confessou que, neste momento, o quadro é desestimulante. “Acredito que houve uma aposta muito grande apenas na Previdência. Ela é extremamente importante e só agora os governadores começam a participar. Eles perderam tempo contestando essa necessidade. Os Estados estão quebrados e o país precisa se ajustar. É triste conviver com 14 milhões de desempregados e sentir uma enorme burocracia. Investir no Brasil é uma coisa difícil, chegando a ser pior em alguns estados e algumas cidades”.

Para o empresário, um dos grandes entraves administrativos do Poder Público é que o gestor, ao tomar posse, já começa a pensar na reeleição. Na visão de João Carlos, a reeleição terminou funcionando como algo muito danoso para a sociedade. Infelizmente, muitos usam a reeleição para inchar.

João Carlos, entretanto, lembrou que há um enorme potencial de atração do Brasil de capitais nacionais e internacionais. Mas precisamos passar tranquilidade. Precisamos de gestores profissionais, com experiência para ajudar o desenvolvimento.

Ele também falou do cuidado com o dinheiro público para investimento. Os recursos para o Nordeste têm que ser cada mais seletivos. Recurso público tem que ser destinado para gerar emprego. “Não se pode investir em projetos que não geram emprego.”

Responsabilidade x sensibilidade

Realizador de projetos sociais no Nordeste, o empresário disse que prefere o termo sensibilidade social ao de responsabilidade social. Para ele, toda empresa séria tem, como missão, a responsabilidade social. Sua função é gerar empregos, pagar seus impostos e ter comportamento ético com as leis. “Isso é responsabilidade social e toda empresa tem esse compromisso”, adverte. “Sensibilidade social é outra coisa. É ir além. Mas eu vejo pouco isso. Eu penso que, daqui a algum tempo, poderemos ter uma capitalismo que tenha um víeis mais social. O que não se deve confundir com socialismo barato”, disse o empresário.

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da Redação

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