Augusto Coutinho faz discurso contra o contingenciamento de recursos para educação

Com informações da Assessoria de Imprensa.

Em pronunciamento pela educação e contra o contingenciamento de recursos federais para as universidades, o deputado Augusto Coutinho pediu respeito à democracia e aos jovens brasileiros. “Me perdoe ministro, mas tudo começou quando o senhor afirmou que iria cortar recursos, direcionando isso para universidades que “fazem balburdia e são irrequietas”. A gente tem que agir democraticamente, tem que conversar, discutir, avançar.

Mas lamentavelmente o governo faz e age de forma ideológica e muitas vezes influenciado por pessoas que sequer vivenciam o Brasil”.

Coutinho discursou em plenário na tarde desta quinta, 15, na presença do ministro da Educação Abraham Weintraub. O Ministro havia sido convocado pelo Congresso para explicar contingenciamentos de 1,7 bilhão na pasta, uma de suas primeiras ações após assumir o cargo, em abril deste ano.

O deputado Augusto Coutinho também criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro que, no mesmo dia da ida de Weintraub ao Congresso, chamou de “idiotas” os estudantes que saíram em protesto pelas ruas do Brasil contra a queda dos repasses.

“O presidente da República ainda vai dizer que são alguns idiotas que estão na rua. Não são idiotas! São pessoas que estão irrequietas como eu também estou.” Coutinho é coordenador da bancada de Pernambuco, juntamente com o deputado Wolney Queiroz e na semana passada recebeu reitores do estado preocupados com a situação. “Fomos demandados por reitores de universidades e institutos federais de nosso estado, um estado que tem sido exemplo na educação.

A preocupação é muito grande principalmente de institutos do Sertão, que prestam um serviço essencial para uma região tão necessitada do Brasil. Eles correm o risco de, até setembro, terem inviabilizado seu funcionamento”, disse.

Augusto Coutinho ressaltou que entende a necessidade de contenções de despesas, mas que toda decisão deve ser tomada com base política e econômica e não ideológica. “Fica aqui nossa sugestão. Tire a ideologia do ministério. Vamos trabalhar pela educação, vamos melhorar a educação, e vamos rever isso. Estamos tentando ajudar a resolver temas como a previdência, como a reforma tributária, como outras ações que precisam de ser enfrentadas. Mas é importante que façamos isso com muito respeito à democracia e à juventude”, finalizou o deputado.

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da Redação

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