Ministros do STF vão ficar sem lagosta e camarão que custariam mais de R$ 1 milhão

Com informações do Estadão

Foi decidido pela juíza federal Solange Salgado, do Distrito Federal, nesta segunda-feira (06) a suspensão de compra pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de medalhões de lagosta e vinhos importados, com premiação internacional, para as refeições servidas aos integrantes da Corte e convidados.

O STF já informou que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai entrar com recurso para garantir que a licitação seja efetuada.

A decisão da juíza foi tomada no âmbito de uma ação popular movida pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que apontou que o valor do pregão – de até R$ 1,13 milhão – é “aviltante”, além de criticar o “luxo desnecessário” a membros do STF, sob o argumento de que a compra representa um “potencial ato lesivo à moralidade administrativa”. A licitação também entrou na mira do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Para a juíza Solange Salgado, o edital da lagosta e do vinho não se insere como “necessário para a manutenção do bom e relevante funcionamento do Supremo Tribunal Federal” e os itens exigidos na licitação “destoam sobremaneira da realidade socioeconômico brasileira, configurando um desprestígio ao cidadão brasileiro que arduamente recolhe seus impostos para manter a máquina pública funcionando a seu benefício”.

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da Redação

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