Estudo revela que mais ricos recebem mais subsídios

A pesquisa da Secretaria de Política Econômica mostra que quanto mais alto benefício, maior a parcela subsidiada pelo governo

Da redação com informações do Estadão

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia apresentou um estudo que revela: quanto mais alto o benefício de quem se aposenta, maior é a parcela que é subsidiada pelo governo. Um juiz federal que se aposenta com um benefício de R$ 35,1 mil, por exemplo, receberá, até o fim da vida, R$ 4,77 milhões em subsídios.

Esse estudo foi feito para mostrar que quanto mais elevado é o salário, maior é subsídio que o trabalhador recebe na aposentadoria. Isso vale tanto para os trabalhadores da iniciativa privada quanto do setor público.

Esse é o “déficit individual” do trabalhador. Isso significa que as contribuições ainda são insuficientes para bancar o total de benefícios que ele receberá na vida de aposentado. Pelos cálculos da SPE, com a proposta que está no Congresso para reforma no sistema previdenciário, esse mesmo juiz que se aposentou com salário R$ 35,1 mil milhões passaria a receber R$ 168,07 mil a menos do que contribuiu durante a sua carreira no serviço público. Ou seja, o subsídio passaria a ser negativo, já que ele vai pagar mais (a alíquota subiria) e vai ficar mais tempo na atividade para conseguir se aposentar.

O governo apresenta esse estudo para mostrar aos parlamentares que vão votar a Previdência que a proposta do governo combate os privilégios. “A reforma da Previdência é justa e combate privilégios”, defendeu o secretário da SPE, Adolfo Sachsida.

O secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, reforça a tese e afirma que as regras praticadas fazem com que o pobre subsidie os benefícios concedidos aos mais ricos. “Isso é um completo absurdo”, afirmou. Pelas projeções do governo, a proposta restringe os subsídios e faz com que ele seja maior no caso dos mais pobres.

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da Redação

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