Rede de hóteis Marriot pode cancelar evento em homenagem a Bolsonaro

Da Redação em Brasília com informações de André Duchiade de O Globo

Depois de o Museu de História Natural de Nova York desistir de sediar uma homenagem ao presidente Jair Bolsonaro , a rede de hotéis Marriott , para onde o evento foi remarcado, está sob pressão para também cancelar a cerimônia, sob a alegação de que Bolsonaro ameaça os valores nova-iorquinos de tolerância e multiculturalismo.

O senador estadual democrata de Nova York Brad Hoylman, que representa, entre outras áreas de Manhattan, Times Square, onde está localizada a filial do hotel, enviou uma carta ao presidente do grupo Marriott, alegando que Bolsonaro é um “homofóbico perigoso e violento, que não merece uma plataforma pública de reconhecimento em nossa cidade”.Hoylman, que é homossexual, pede que o Marriott Marquis, para onde está marcada a cerimônia de entrega do título de Personalidade do Ano da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos no próximo dia 14 de maio, não receba Bolsonaro.

— Times Square representa não só a esquina do mundo, mas a essência do multiculturalismo e da cultura global de aceitação e tolerância — o senador afirmou ao GLOBO. — Fico enojado com a possibilidade de essa região receber alguém tão preconceituoso. Assim como vários outros lugares analisaram e rejeitaram esta possibilidade, espero que o Marriott vá ouvir a preocupação dos nova-iorquinos e cancelar o evento.

Maior rede hoteleira do mundo, com faturamento de mais de US$ 20 bilhões em 2018, a rede Marriott há muito tempo tem uma política de apoio à comunidade LGBT, incluindo funcionários e empregados. Em 2014, a empresa fez uma campanha publicitária de sucesso com o mote “O amor viaja”, na qual casais gays e lésbicas aparecem felizes em seus hotéis.

Ajude-nos a continuar nosso trabalho independente. Você jamais será livre, sem uma imprensa livre. Contribua.

da Redação

Comentários