CCJ acaba em confusão após Guedes ser chamado de tchutchuca

Em Brasília com informações

Foi encerrada com bate-boca a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Após ser chamado de "tchutchuca" por um parlamentar da oposição, uma confusão generalizada se instalou na sala e a audiência foi encerrada.

A briga começou depois de o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) afirmar que Guedes teria comportamento leniente com privilegiados. "O senhor é tigrão quando é com aposentados, com idosos, com portadores de necessidades, com agricultores, com professores. Mas é tchutchuca quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país", disse. Irritado, Paulo Guedes respondeu: "Tchutchuca é a mãe, a avó. Respeite as pessoas. Eu não vim aqui para ser desrespeitado. Isso é ofensa. Eu respeito quem me respeita. Se você não me respeita, não merece o meu respeito".

Alguns parlamentares saíram em defesa do ministro, e uma confusão se instalou com alguns se levantando para se expressar. Irritada, a assessoria de Guedes foi reclamar para o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR) -- que, em meio à confusão, decidiu encerrar os trabalhos.

Após a sessão, Dirceu ainda afirmou que Guedes desrespeitou o povo. "Levantou e foi embora, desrespeitou o povo brasileiro", disse o deputado. A audiência durou cerca de seis horas e já havia passado por momentos de tensão ao longo do dia -- quando o presidente ameaçou encerrar os trabalhos.

Em um desses episódios, Guedes afirmou que quem seria contra mudanças nas regras de aposentadoria precisaria ser "internado". Em meio a protestos de parlamentares, resolveu refazer a frase e dizer que só precisaria de tratamento quem fosse contra a alguma reforma. "Você pode ser totalmente contra mim e não precisa ser internado. O que estou dizendo é sobre o diagnóstico [de necessidade de uma reforma]", disse o ministro.

da Redação

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