Moro é o primeiro ministro a tomar posse no novo governo e diz que projeto de lei anticrime será prioridade

Da Redação do Blog

"Mãos a obra", foi assim que o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, finalizou o discurso de posse na manhã desta quarta-feira (02) no salão negro do Palácio da Justiça, em Brasília.  Ele ainda reafirmou, em seu discurso, que a meta de sua gestão é o combate à corrupção. 

"Apesar da Operação Lava Jato e dos enormes esforços contra a corrupção, o Brasil permanece em uma posição relativamente ruim nos índices de percepção quanto à existência de corrupção nos rankings anuais da Transparência Internacional. Entre 180 países, ocupa a 96ª posição", destacou, durante a cerimônia.

Moro afirmou que o desvio de recursos públicos atinge os mais vulneráveis e que a corrupção não deve ser combatida apenas com investigações e condenações criminais, bem como também com políticas gerais que diminuam incentivos e oportunidades de praticar o crime. "O brasileiro, seja qual for sua renda - e lembremos que o desvio de recursos públicos atinge mais fortemente os mais vulneráveis, tem o direito de viver sem medo da violência e sem medo de ser vítima de um crime pelo menos nos níveis epidêmicos atualmente existentes."

O novo ministro destacou ainda que todos têm o direito de viver sem a sensação de estar sendo enganados pelos seus representantes em todas as esferas de poder. "Os desafios são grandes, mas eu e minha equipe e talvez possa dizer que nós, todos os brasileiros, temos uma esperança infinita de que eles podem ser resolvidos com vontade, dedicação e respeito a todos. Mãos à obra!", disse, ao fechar o discurso.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, de acordo com o decreto publicado nesta quarta-feira, passa a administrar atribuições da Coordenação-Geral de Imigração e do Conselho Nacional de Imigração do extinto Ministério do Trabalho, e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do extinto Ministério da Fazenda.

Na cerimônia de transmissão de cargo, estavam presentes o presidente do STF, Dias Toffoli, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia. Os ministros da gestão Michel Temer Torquato Jardim (Justiça) e Raul Jungmann (Segurança Pública) transmitiram as atribuições para Moro.

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