Mercado reage ao resultado do 1º turno: Bolsa dispara e dólar vale R$3,75

Do Estadão

Após o resultado do 1º turno das eleições presidenciais, o dólar à vista chegou a mínima de R$ 3,70, com baixa de mais de 3%, mas depois ele diminuiu a queda e estacionou perto dos R$ 3,75. A Bolsa opera em torno dos 85 mil pontos, alta de 4%, após testar o patamar dos 87 mil pontos pela manhã, quando subiu 6,06% na máxima.

A grande vantagem do candidato de direita Jair Bolsonaro (PSL) em relação ao petista Fernando Haddad (PT) e o crescimento do PSL no Congresso, sustentam o ambiente positivo. A realidade de um segundo turno com Fernando Haddad (PT), porém, deve conter ganhos e provocar volatilidade ao longo do dia.

As ações de estatais como Cemig, Eletrobrás, Petrobrás e o Banco do Brasil, conhecido no jargão do mercado como 'kit eleições', lideram mais um rali no mercado. As ações da fabricante de armas de fogo Forjas Taurus registravam forte alta.

O desempenho de Jair Bolsonaro (PSL) na votação de primeiro turno das eleições presidenciais, com 46,03% dos votos válidos, surpreendeu. A avaliação é do economista Alexandre Póvoa, sócio da Canepa Asset. "O mercado não esperava uma votação tao expressiva a Bolsonaro. A expectativa era algo perto de 40% ou 41% dos votos válidos, foi surpreendente, acima do que o mercado esperava", disse o economista ao Estadão/Broadcast.

Na avaliação de Póvoa, a preferência do mercado por Bolsonaro reflete mais o afastamento do PT do poder do que empolgação com as propostas do candidato do PSL. O otimismo com uma eventual presidência de Bolsonaro poderá provocar um rali no mercado, comentou.

"Vai ser proporcional ao que for anunciado. Se for na linha de Paulo Guedes, o rali continua, a Bolsa pode chegar próxima aos 100 mil pontos e o dólar entre R$ 3,70 e R$ 3,80", disse. "A grande preocupação é que essa união não é muito estável, sabemos que esta sujeita a chuvas e trovoadas e o mercado pode se decepcionar la na frente se não der certo", ponderou o sócio da Canepa Asset.

 

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