Humilde, ministro Ricardo Vélez pede desculpas e conserta o erro. Coisa que o PT, Lula e dona Marisa nunca fizeram em 13 anos.

Por Ricardo Antunes

Existe mesmo uma certa má vontade da imprensa contra o Governo Bolsonaro. Ontem (25) a coluna do Estadão assinada por minha colega Renata Carfado revelou que o ministro da Educação, Ricardo Vélez, havia enviado carta para os diretores das escolas para que fosse lido a mensagem que, no final continha o slogan da campanha de Bolsonaro. E ainda que os alunos cantassem o Hino Nacional e que diretores filmassem os mesmos.

Alertado pela pelo erro, o ministro reformulou a carta, retirou o "slogan da campanha" , pediu desculpas e deixou, em aberto, a questão da filmagem determinando que  “a gravação deve ser precedida de autorização legal da pessoa filmada ou de seu responsável”.

Hoje, ao invés da manchete ser de que Vélez reconheceu o erro e modificou a carta, o mesmo jornal insiste que o ministro "ainda pede a filmagem" numa insinuação para confundir o leitor.

É como  se ignorassem o que o ministério disse em nota a todos os jornalistas.

Em resumo, que "a gravação deve ser precedida de autorização legal da pessoa filmada ou de seu responsável” e de que, depois do recebimento das gravações, “será feita uma seleção das imagens com trechos da leitura da carta e da execução do Hino Nacional para eventual uso institucional”.

Segundo o governo, a atividade faz parte da política de incentivo à valorização dos símbolos nacionais. E qual problema disso? O governo foi eleito e cabe a ele executar as medidas que considera melhor para o país.

Aliás coube a esse blog lembrar que a obrigatoriedade de cantar o hino nacional foi lei sancionada em 2009 no Governo Lula (PT). Muita gente reclamou e nem sabe desse pequeno detalhe.

O que chama mais atenção no caso é a diferença de atitude. Enquanto dona Marisa mandou fazer um símbolo do PT nos jardins do Palácio da Alvorada e nunca, nem ela nem o ex-presidente pediram desculpas pelo absurdo ou retiraram o mesmo,o ministro Ricardo Vélez quando erra, não insiste no erro.

Talvez o Brasil tenha mesmo começado a mudar.

Relembre o caso

Em 2004, a ex-primeira dama Marisa Letícia mandou fazer com sálvias vermelhas a estrela petista nos jardins do Alvorada, onde residiu por oito anos com Lula.

Houve reação de entidades ligadas à preservação do patrimônio da cidade e de senadores da oposição. Foi qualificada como "símbolo do aparelhamento do Estado", porém, o governo petista não mandou retirar o símbolo de seu partido que ficou até o impeachment do Governo Dilma.

 

 

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