Falta Nordeste no futuro governo. Participação da região na transição é quase zero.

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Por Ricardo Antunes

A fusão do Ministério da Cultura com o Ministério dos Esportes e Turismo não aconteceu. Era uma tese que está em consonância com os modelos internacionais mais avançados em todo mundo, que percebem a sinergia entre a cultura e o turismo. Pior: O nordeste está praticamente fora do novo governo

Mesmo com importantes técnicos com bagagem internacional a região tem sido relegada a segundo plano na fase de transição. O único nome que se faz presente na equipe é o do empresário Gilson Machado Neto, amigo pessoal de  futuro de Bolsonaro, e que está comandando os estudos sobre o turismo. Machado é empresário vitorioso no setor e conhece do riscado.

 

A fusão da pasta de Cultura com o Turismo poderia proporcionar a impulsão de ações pela preservação do nosso patrimônio histórico-cultural com outro segmento que cresce a cada dia: a atração de grandes eventos internacionais, que também traz divisas ao país e geram milhares de empregos. O novo ministro, o gaúcho Omar Terra, já disse que de cuktura só entende de "berimbau".

 

Nesse sentido podemos listar 10 nomes do nordeste que poderiam auxiliá-lo nessa área. Nossa região tem uma cultura respeitada no mundo todo e daqui sairam escritores, poetas, filosófos, acadêmicos, professores e vários personagens que passaram para a história do Brasil.

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Depois de perder várias oportunidades, parece consenso que um olhar mais pragmático deve ser dado a economia criativa. Importante lembrar que o Brasil é considerado um dos maiores mercados para a economia criativa entre os países emergentes. Serviços ligados à internet - como jogos eletrônicos, vídeos sob demanda e publicidade online, por exemplo - estão entre os segmentos que mais crescem no Brasil.

 

Os números podem explicar também o surgimento de cursos no ensino superior focados na área audiovisual e na economia criativa. Os dados mais recentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apontam que, em 2015, o setor cultural movimentou R$ 155 bilhões no País, ou 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB). Cerca de 850 mil profissionais trabalham na área, segundo o banco.

 

Para os próximos anos, a estimativa é de crescimento acima da média mundial até 2021, de 4,6%, enquanto a expectativa para o mundo é de crescer 4,2%, segundo estudo da consultoria PwC. Bolsonaro vai acertar se juntar os três ministérios numa única pasta que trabalhe em conjunto e com uma agenda que preserve nosso patrimônio histórico e, ao mesmo tempo, traga investimentos e estimule a economia criativa.

 

O futuro governo perdeu essa possiblidade e nós, nordestinos, estamos cada vez mais distante de uma partcipação maior no Governo Federal que sempre acontece desde 1985 com a eleição indireta de Tancredo Neves. A descontrução  dos tentáculos de poder do petismo na região também passa por um olhar diferenciado á região. E, por consequinte, do aproveitamento dos nossos melhores quadros.

 

Alguém tem que dizer isso ao presidente eleito.

PS: Atualização em 06/12. Ontem, (05) foram anucianados os nomes dos ex-deputados Danilo Forte (CE) e Joaquim Francisco (PE) para a equipe de transição.

É pouco.

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