EXCLUSIVO: Confira os bastidores da Operação "Castelo de Farinha". Muito ainda está por vir

Por Ricardo Antunes

A nova fase da "Operação Castelo de Farinha" deflagrada, hoje, é apenas a ponta de um iceberg gigantesco que está por vir e que vai dizimar a "organização criminosa" que atua no fornecimento de merenda escolar para vários municípios ligados ao PSB. O mentor da organização é o empresário Romero Pontual que não teve sua prisão decretada hoje mas já teve os seus bens bloqueados na "Operação Torrentes",

O blog apurou que Nelson Canniza Filho é o administrador da empresa que tem como lobista o filho de Romero Pontual, Romerinho Filho. A funcionária que aparece no vídeo sendo presa essa manhã é Valéria dos Santos Silva, "laranja" da empresa que tem milhões em contratos com várias prefeituras do estado.

No total a Justiça expediu 3 mandados de prisão temporária e 7 de busca e apreensão domiciliar na Região Metropolitana. O empresário Nelson Nunes Canniza se entregou a polícia no fim da tarde de hoje(11). Romero Pontual Filho ainda se encontra foragido. Nos bastidores, comenta-se que ele estaria escondido numa fazendo perto de Garanhuns, mais precisamente no município de Brejão.

Delegado Nelson Souto - Gestor GCOE e delegada Patrícia Domingos - Titular DECASP

O episódio de hoje foi comandado pela delegada Patrícia Domingos e tem como epicentro uma licitação fraudulenta que seria feita em Ipojuca, onde a Casa de Farinha teve vários contratos na gestão do ex-prefeito Carlos Santana.

O caso tem sido divulgado há bastante tempo pela blogueira Noelia Brito, que foi perseguida com ações judiciais por parte da quadrilha.

O que os criminosos não sabiam é que a fraude estava sendo acompanhada pela polícia com monitoramento de vários telefonemas.

Nosso blog apurou que ao menos um vídeo a polícia já tem.

É o que mostra o empresário Nelson Nunes Canniza Neto tentando subornar um concorrente na licitação da Prefeitura de Ipojuca. Canniza é filho de Nelson Nunes Canniza que foi diretor da SP Alimentos - uma das gigantes do setor - e depois veio residir no Recife onde deu todo o "modus operandi" para a montagem da empresa.

Polícia Federal esteve na PCR

Para se ter uma ideia do poder da "organização criminosa", a própria Prefeitura do Recife foi alvo de uma operação da Polícia Federal de busca e apreensão de documentos no mês passado, fato esse que não veio a público por conta das eleições.

A PF teria feito busca e apreensão de documentos e indiciou toda comissão de licitação da PCR. O blog tentou contato com a assessoria da Prefeitura do Recife, mas não obteve resposta.

O fato se deu após a PCR renovar o contrato milionário da empresa, mesmo contra a recomendação do TCE. Foi quando o conselheiro Carlos Porto concedeu, a pedido do MP, uma cautelar suspendo a prorrogação do contrato.

Vem coisa com gente muito grande por aí.

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