ANÁLISE: Alta rejeição a Paulo Câmara deve garantir segundo turno em Pernambuco

Por Ricardo Antunes

Ninguém tem dúvidas de que o governador Paulo Câmara (PSB) é um técnico competente. Mas isso, por si só, não ganha a eleição. Inábil no trato político e escorregadio ao montar uma aliança com o PT apenas por objetivos eleitoreiro o governador carrega um fardo pesado: 47% dos pernambucanos não votariam nele de jeito algum. Isso é o bastante para garantir que a eleição para governador vai mesmo para o segundo turno.

Mesmo com vantagem sobre Armando ( 27% a 21%) o início oficial da campanha de rua e no dia 31, com o guia eleitoral de Rádio e TV,  a lógica mostra que deve  aumentar, e muito, o bombardeio de críticas dos outros candidatos que se colocam como oposição ao projeto de 16  anos do PSB.

 

Com Lula fora da disputa quem herda os votos do ex-presidente é Marina Solva (Rede) que aparece com 12% das intenções de voto e tem o ex-prefeito Júlio Lossio praticamente com uma campanha amadora na casa dos 4%.

Com Fernando Haddad  (PT) ainda incapaz de atrair todo o  eleitorado de Lula para sua campanha ( cenários atestam isso) como PC vai "surfar"  na onda do ex-presidente que se encontra numa jaula em Curitiba?

 

A  tendência de Maurício Rands (Pros) é também de crescimento - foi o último candidato a ser oficializado - analistas apostam que os dois, ou um deles, pode chegar a casa de dois dígitos, isso sem falar em Armando que está com a "faca nos dentes" e um discurso afiado.

 

A missão de Paulo Câmara (PSB) torna-se, nesse cenário, uma missão quase impossível.

E no segundo turno tudo pode acontecer.

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