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PF prende 8 em operação contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas; doleiro da Lava Jato é alvo

PF prende 8 em operação contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas; doleiro da Lava Jato é alvo

15/05/2018 07:47

A Polícia Federal (PF) prendeu oito pessoas, na manhã desta terça-feira (15), em uma operação contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas.

Três operadores financeiros, ou seja, doleiros, atuam no esquema. Eles foram investigados anteriormente pela PF na Operação Lava Jato e no caso Banestado, segundo a Polícia Federal.

De acordo com a PF, o doleiro, alvo da Lava Jato, inclusive firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, conforme a PF, ele voltou às atividades ilegais.

A PF informou que vai comunicar a PGR e o STF sobre a prisão do réu colaborador para avaliação quanto a quebra do acordo firmado.

Efeito Dominó

Batizada de Efeito Dominó, a operação é um desdobramento da Operaçãp Spectrum, deflagrada em 2017. Na ocasião, Luiz Carlos da Rocha – conhecido como Cabeça Branca, um dos maiores traficantes da América do Sul, segundo a PF – foi preso em Sorriso (MT).

Ao todo, são 26 mandados judiciais. Há 18 de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva (que é por tempo indeterminado) e três de prisão temporária. Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba.

Os mandados são cumpridos no Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e em São Paulo.

Crimes de lavagem de dinheiro, contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e associação para o tráfico internacional de entorpecentes são apurados pela Operação Efeito Dominó.

A investigação

De acordo com a PF, a investigação policial apontou uma “complexa e organizada estrutura” destinada à lavagem de recursos provenientes do tráfico internacional de entorpecentes.

A estratégia da operação, conforme a PF, é baseda na ligação de interesses das atividades ilícitias dos “clientes dos doleiros” investigados.

De um lado, havia a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais em espécie para o pagamento de propinas, segundo a PF. Do outro, de acordo com a PF, traficantes internacionais como – Cabeça Branca – tinham disponibilidade de recursos em moeda nacional e necessitavam de dólares para fazer as transações internacionais com fornecedores de cocaína.

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