Economia

“O Brasil deixará de ser o inferno dos empreendedores”, diz Paulo Guedes em posse do Superministério da Economia

“O Brasil deixará de ser o inferno dos empreendedores”, diz Paulo Guedes em posse do Superministério da Economia

02/01/2019 18:51

Da Redação do Blog

O economista Paulo Guedes assumiu, na tarde desta quarta-feira (02), em Brasília, o cargo de ‘superministro’ da Economia do governo de Jair Bolsonaro (PSL).  Considerado o “guru” do presidente, Paulo Roberto Nunes Guedes tem 69 anos e foi o primeiro nome a ser confirmado para a nova equipe. 

Como prometido durante a campanha, ele assume o agora chamado ‘Superministério’ da Economia. A pasta sofreu mudanças para o início da gestão de Bolsonaro e passou a englobar os ex-ministérios da Fazenda; do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e Indústria; da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e também do Trabalho. Juntos, todos ficarão sob o comando de Paulo Guedes.

Durante o discurso de posse, Guedes destacou os três principais “pilares” de sua gestão como ministro: a reforma da Previdência social, as privatizações e a simplificação de impostos. “Vamos abrir a economia, simplificar impostos, privatizar. Nós vamos descentralizar os recursos para estados e município e vamos apoiar a área social”, afirmou.

De acordo com ele, o Brasil foi “corrompido pelo excesso de gastos” e esse descontrole, hoje, é “o mal maior” do País que, por isso, parou de crescer. Essas três medidas, além do aprofundamento das reformas, seriam as principais formas de corrigir a estagnação econômica. “O governo age como se não existisse amanhã, se endivida e passa conta para frente”, afirmou.

Com a aprovação do novo projeto de Previdência, que chama de “fábrica de desigualdades”, Guedes disse que vê um crescimento de dez anos para o Brasil. Para as privatizações, a intenção é fazer um amplo programa de vendas em que os impostos pagos não sejam maiores que 20% do PIB. Já para os tributos, o economista pretende unificar cerca de oito deles em um único imposto, além de destinar mais arrrecadação para as unidades federativas.

O ministro afirmou que os gastos públicos representavam, há quatro décadas, cerca de 18% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo País. Segundo ele, esses gastos tem subido “sem interrupção, em uma expansão contínua e initerrupta”. Guedes afirmou, ainda, que essa crise fiscal é o principal entrave para o crescimento do Brasil desde então.

“Essa insistência no Estado como motor de crescimento produziu essa expansão de gastos públicos, corrompendo a política e estagnando a economia. O Brasil parou de crescer pelo excesso de gastos”, disse. “O Brasil deixará de ser o paraíso do rentista e o inferno de os empreendedores”, completou.

Paulo Guedes também destacou que não é ‘superministro’ e que, sozinho, não consegue recuperar o País economicamente. “Vai ser uma construção conjunta. Não existe um superministro, que vai consertar os problemas do Brasil sozinho. Os três poderes deverão se envolver para isso, além da imprensa, que é o quarto poder e tem papel fundamental”, declarou.

 

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