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Marcellus Ugiette diz que contrariou vários interesses, mas perdoa seus inimigos. Confira principais trechos

Marcellus Ugiette diz que contrariou vários interesses, mas perdoa seus inimigos. Confira principais trechos

09/08/2018 14:36

Da redação do blog

Acompanhado do advogado Emerson Leônidas e membros da classe jurídica de Pernambuco, o promotor Marcellus  Ugietti afirmou que todas as acusações são precipitadas e injustas, além de garantir que nunca esteve envolvido em qualquer tipo de esquema para favorecer os presidiários do estado. O promotor revelou também ter confiança no Ministério Público, e na justiça diante do caso. “Sou inocente e nada vai ser encontrado contra mim”, afirmou Marcellus. Veja a seguir os principais trechos da entrevista com Ugiette.

ANJO – “Prefiro ser chamado de anjo do que de diabo” desabafou o promotor, que declarou que sempre foi chamado desta forma por diversas pessoas, inclusive da própria imprensa. Ugiette destacou ainda a palavra “anjo” atribuída a ele, não o torna envolvido em qualquer tipo de crime.

PRESENTES – “Recebo e converso com todos em minha sala, inclusive os amigos da imprensa. Não há corrupção em receber uma lembrança como uma caneta, caneca ou uma bíblia de pessoas que te consideram. A corrupção existe quando se recebe um presente ou favor em troca de algo, o que nunca existiu” salientou.

SENTIMENTO – “Estou moído, sangrando por dentro. Mas sigo com a consciência tranquila em relação a minha dignidade. Os que me acusam, são os que precisam apresentar as provas. destacou Marcellus. O promotor se emocionou ao recordar a abordagem policial na última sexta-feira (3) para o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. A porta da residência foi arrombada e os netos pequenos de Ugiette presenciaram a ação.

ABORDAGEM POLICIAL – “Não fui em nenhum momento resistente ao trabalho da polícia, me dispus a colaborar. Foram pelo menos seis pessoas, algumas delas inclusive, estavam armados. Meus netos ficaram extremamente assustados com a situação” .

MANDADO DE PRISÃO – ” Talvez minha prisão para alguém seja um troféu. Sigo tranquilo, pois não se encarcera dignidade, não se encarceram os valores. Recebi o apoio e a solidariedade de muitas pessoas que estão a meu favor”.

ACUSAÇÃO – “Continuo cumprindo o meu trabalho há 33 anos. Poderia ter me aposentado desde 2015. Nunca favoreci membros de quadrilha ou qualquer outro preso. Não tenho autonomia para “organizar celas” ou determinar para quais unidades os presos vão ser levados” esclareceu.

Na ocasião, o advogado Emerson Leônidas explicou que não há o porque de se apresentar uma defesa visto que não existem acusações oficiais contra o promotor, destacando como “apenas insinuações” da Polícia Civil.

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