Geral

João Bosco e dirigentes da Compesa são condenados por improbidade em contratos com empreiteiras da Lava Jato

João Bosco e dirigentes da Compesa são condenados por improbidade em contratos com empreiteiras da Lava Jato

07/11/2018 08:00

Da Redação do Blog

O Ministério Público Federal, em Pernambuco, obteve a segunda condenação de dirigentes da Compesa por improbidade administrativa em contratos firmados com empreiteiras também processadas pela Lava Jato, informa Noélia Brito. Entre eles, João Bosco, que durante muito tempo foi um símbolo dos governos do PSB. 

Por Nóelia Brito

De acordo com a Sentença prolatada pelo Juiz Federal Rodrigo Vasconcelos Coelho de Araújo, foram verificadas irregularidades, no âmbito da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado de Pernambuco e da COMPESA, na utilização de recursos federais destinados à implantação do Sistema Produtor Pirapama e de Interligação dos Sistemas Pirapama e Gurjaú, consistentes em superfaturamento por sobrepreço.

O Contrato foi firmado entre a COMPESA e o Consórcio formado pelas Construtoras: Queiroz Galvão e Galvão Engenharia num valor de quase R$ 50 milhões, objetivando a execução de serviços relacionados à Interligação dos Sistemas Pirapama e Gurjaú.

De acordo com a Sentença, em 20 de abril de 2007 foi firmado o 1º termo aditivo com o objetivo de readequar o cronograma físico-financeiro de contrato em comento. O  2º Termo Aditivo foi assinado em 07 de dezembro de 2007 com o escopo de adequar a planilha de serviços do aludido contrato, consignando-se no respectivo instrumento que tal alteração não implicaria aumento ou redução do valor contratual original.

Já o 3º Termo Aditivo, também celebrado em 07 de dezembro de 2007, em que constam como representantes da Compesa o diretores João Bosco de Almeida (foto), Roberto Cavalcanti Tavares e Ana Maria de Araújo Torres Pontes, representou um acréscimo de  R$1,5 milhão ao contrato originário.

Ao julgar a ação, movida pelo Ministério Público Federal, em Pernambuco, o magistrado absolveu o atual presidente da COMPESA, Roberto Tavares e Paulo Calixto da Silva e Álvaro José Menezes da Costa, condenando, porém, o ex-presidente e atual Conselheiro da estatal, João Bosco de Almeida, juntamente com Ana Maria de Araújo Torres Pontes, Galvão Engenharia S/A e Construtora Queiroz Galvão S/A pelos fatos que lhes foram atribuídos na inicial da ação.

Confira a matéria completa:

Dirigentes da Compesa sofrem segunda condenação por improbidade por superfaturamento em contratos com empreiteras da Lava Jato. Prejuízo teria sido de R$ 5 milhões – Blog da Noelia Brito.

Opine e entre na discussão